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UTI letra


Aqui é a UTI sem motivos pra sorrir,
Só motivos pra chorar recordando enfim,
Nesse cenário cruel sanguinário,
Maquiado pelo noticiário,
Da PT, do jornal e de toda essa porra,
São Paulo, Brasil, Sodoma e Gomorra,
Puxa o breque e freia o tambor,
E sente o eco o rap é o terror,
Das ruas, do latão de lixo eu vejo o feto,
É o sistema dominando mais um século,
Enquanto o nosso povo vive na UTI,
Trocando tiro, se matando eles aplaudem,
Não tem debate, não tem acesso ao livro,
Moleque troca informação por um cachimbo,
É desse jeito que o Diabo quer te ver,
Pra amanhecer com uma par de furo de PT,
Será que você não vê o sangue escorrendo?
Não vê o pobre se matando por qualquer dinheiro?
O desespero ronda essa UTI,
A guerra está aqui, mude a forma de agir,
Tem que unir, impor a nossa voz,
O sistema é a caça, eu sou o predador feroz,
Tem uma par de guerreiro na favela,
Mas tem uma par de parasita que se entrega,
Ás drogas, ao álcool, á química que mata,
Revolução sem opção, cachimbo, lata,
Não ameaça sistema nenhum,
Por eu ser pobre sangue bom temos algo em comum,
A guerra está aqui, mude a forma de agir,
Não seja mais um paciente dessa UTI.

Refrão:
Aqui é a UTI sem motivos pra sorrir,
Sem motivos pra sorrir,
Só motivos pra chorar recordando enfim,
Tanta treta, tanto sangue derramado,
Tantas mortes, tantos assassinatos.

Aqui é a UTI nosso povo em estado terminal,
Vejo as manchetes na Globo no Jornal Nacional,
Filmando a FEBÉM mostrando a depredação,
Mas quem é quem pra investir na regeneração,
Que não acontece, o menor no crime prossegue,
Aí o sangue ferve, a mente apodrece,
Eu quero ver mostrar a verdadeira estatística,
Pra cada 5 assassinatos 4 são da polícia,
Que mete bala de automática mata em sigilo,
Transforma pai de família trabalhador em bandido,
Que mete algema no seu pulso e o cano na cara,
Que te tortura na viatura á troco de nada,
Só vejo pânico na favela parceiro,
Velas acesa, mãe chorando, caixão, enterro,
Chama o doutor pra socorrer o paciente,
Chama o pastor pra orar pelo inocente,
Seja bem vindo á UTI da periferia,
Seja bem vindo á UTI do Hospital das Clínicas,
A diferença nenhuma, só corpos, só mortos,
Só sangue e atestado de óbitos,
Vai chover, vai fazer lama na favela,
Vai faltar a luz, mas não vai faltar a vela,
Não vai faltar disposição pros meus parceiros,
Uma engatilhada, uma na agulha e o pente cheio,
Quem ta na mira do sistema é a periferia,
Um choque de alta voltagem contra a rebeldia,
Ó quem diria eu estar narrando desespero,
Sou soldado, guerreiro do povo brasileiro,
E digo mais que a verdadeira guerra está aqui,
Não seja mais um interno da UTI.

Refrão

Seja bem vindo á UTI da favela,
Eu sobrevivi ao crime eu vi de perto a tragédia,
Eu vi uma par de mano sendo enterrado,
Uma par de mano sendo enquadrado,
Enjaulado naquele zoológico mano,
Vários anos, vários mortos por engano,
Ei presidente esse povo tem que sobreviver,
A favela vai ter alta, aqui ninguém vai morrer,
Não adianta ser formado em faculdade,
Mas sem emprego na capital da cidade,
No interior, na baixada, aonde for,
Daqui pra frente vai ser pânico e terror,
No país inteiro é sempre a mesma merda,
A maioria no poder e a minoria na miséria,
Me deixa louco, me deixa atacado,
Nessa UTI não quero ser mais internado,
Intencionado ser assim pro resto da vida,
Lado á lado até o fim com a periferia,
A meta é sobreviver nessa guerra,
A rima aqui funciona como alerta,
Demorou, mas despertou o sentimento brutal,
Revolta e arma na mão abalam o lado emocional,
Aí playboy não adianta chorar nem gritar,
Eu sinto o cheiro de sangue, eu sinto a morte no ar,
De favela pra favela eu quero ver mais amor,
Favela contra o sistema eu to á mil no vapor,
Aonde for nos quatro cantos do Brasil,
O rap é a missão, na minha mão um fuzil,
Que atira idéia certa pro meu povo,
Desde o idoso aposentado até o moleque mais novo,
Pra lá de louco por isso eu sobrevivi,
Não quero ser mais um interno dessa UTI.

Refrão.

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